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Tereza Cristina convoca membros do agronegócio para ‘guerra da comunicação’

07, Ago de 2019
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Estadão Conteúdo e Agência Brasil

 

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, convocou representantes do agronegócio brasileiro a “ganhar a guerra da comunicação”. “Precisamos ganhar a guerra da comunicação e o agronegócio precisa se unir. É inadmissível que o agro tenha sido bombardeado pela mídia nacional falando que nosso alimento é inseguro, isso é uma inverdade”, declarou a ministra, durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) em São Paulo. “Sou mãe e avó e temos convicção de que estamos fazendo o melhor pelo nosso País”, acrescentou.

 

Tereza Cristina explicou que a fila dos registros de defensivos tem andado rápido para “trazer tecnologia e segurança, e não atraso como querem colocar a pecha no agro brasileiro”.

 

Para tentar desfazer a imagem dos agroquímicos que, conforme a ministra, vem sendo difundida pela mídia nacional, o Ministério da Agricultura promoveu um café da manhã aberto à imprensa, do qual participaram especialistas e cientistas para tratar da segurança alimentar e dos defensivos agrícolas.

 

A ministra disse que as críticas que vêm sendo feitas às autorizações dadas por sua pasta para o registro de agrotóxicos no país estão se transformando em “guerra política”, no âmbito nacional, com potencial de resultar, no âmbito internacional, em “guerra comercial”.

 

“O Brasil é o único país que tem uma lei segundo a qual não se pode aprovar nenhum registro mais tóxico ou igual ao que já existe no mercado [de agrotóxicos]”, disse Tereza Cristina.

 

A ministra abriu o encontro criticando artigos e matérias jornalísticas que abordaram o assunto. “Estamos incomodados com o fato de o tema ser transformado, aqui dentro, em guerra política e, lá fora, em guerra comercial”, disse a ministra.

 

“Tenho preocupação com o fato de passarmos imagens que resultarão em questionamentos no exterior. Se há, aqui dentro, dúvidas, por que lá fora não haveria?”, acrescentou, ao defender “unidade, não de pensamento, mas nos números” que são publicizados.

 

Segundo ela, dos 262 produtos registrados recentemente, apenas sete são novos. Os demais seriam genéricos ou equivalentes aos já existentes no mercado. “Nós não liberamos agrotóxicos. Nós concedemos registros para a produção industrial de formulados. E nem sempre a indústria coloca à venda, porque nem sempre há interesse. Prova disso é que 48% dos produtos formulados autorizados não foram comercializados”.

 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil